Nanook

Olá Olá!!

Terminei recentemente o meu casaco Nanook e estou completamente apaixonada por ele:

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Este modelo estava na minha lista de projectos há imenso tempo e fiquei super feliz de finalmente conseguir fazê-lo e adoro o resultado! Quando comprei o fio Beiroa imediamente pensei no modelo Nanook como a combinação ideal, as frentes em ponto jarreteira são perfeitas para harmonizar as riscas mais escuras e as variações de cor natural da lã. Na minha opinião, a versão original do modelo em cor sólida fica um nadinha sensaborona para o meu gosto ;P  O fio Beiroa é um pouco mais fino que o usado no modelo, mas não é nada que não se remedeie com um pouco de matemática e uma boa amostra. Talvez ainda adicione o botão na gola para poder apertá-lo sempre que me apetecer.

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Embora não o pareça, este casaco tem uma construção sem cavas, circular, o que os anglosaxónicos chamam de “round yoke”, mas esta construção acontece só nos ombros e e costas. Os aumentos são um pouco rápidos, o que faz o topo das costas ter um pouco mais de folga que o necessário. Este é o  único defeito que posso apontar ao modelo. Adicionei um pouco de modelagem para a cintura, apenas nas costas, para melhorar o aspecto “largueirão” do modelo original, mas se o fizesse novamente acho que pensaria em alterar a frequência e posição dos aumentos para os ombros, para que se assemelhasse mais a uma construção raglan. 

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Gostei de usar o fio Beiroa, cheira e sente-se mesmo que é de ovelha, é confortável, tem uma cor linda, mas admito que pessoas com uma pele mais sensível que a minha não vão gostar. É um fio irregular, tem alguma matéria vegetal depositada, e o lote que eu comprei trazia imensos pelos ásperos fiados junto com a lã (o chamado “kemp” para os conhecedores). Passei todo o tempo a retirar pelinhos enquanto tricotava. Mesmo assim, o fio abre e amacia com as lavagens, por isso não o descartem logo, experimentem, vejam se gostam ou não. 

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O que mais posso eu dizer? Estou super contente com o meu novo casaco!!

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Hi guys

I’ve recently finished my Nanook cardigan and I’m in love:

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This is one of those patterns that has been in the queue forever and it did not disappoint!! When I got the Beiroa yarn, I immediately thought of the Nanook cardigan as the perfect pattern to go with it, the garter fronts would be perfect to blend and harmonize the harsher dark brown stripes and to deal with all the natural variation in the wool. In my opinion the original version of the cardigan, in a solid color is a bit to bland for my taste 😛 Beiroa is a bit thinner than what the pattern is designed for, but a bit of gauge math will solve that.  I might add the single button in the collar to fasten it when I feel like it.

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Even tough it does not seem so, the cardigan has a “round yoke” construction, except that it is all in the back. It increases there a bit too fast, which makes the top back a bit rounder than what it should be. That is the only defect in the pattern that I can see. I added a bit of waist shapping in the back to bring it in a bit, but if I were to do it again I’d probably think of changing the increases in the upper back to resemble more a raglan construction.

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I do like the Beiroa yarn, it is sheepy, has a lovely colour, but I’ll admit, people with more sensitive skin than me will not like it. It is a bit irregular, has some vegetable matter scattered in the middle and my batch of yarn had a ton of kemp. I kept plucking it out as I was knitting. But keep in mind that it will bloom in the wash and soften up, so don’t disregard it too soon.

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What more could I say? I’m thrilled with my new cardigan!!

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Projectos de Fevereiro / February projects

Olá Olá

Confesso-me uma fã devota da série The Great British Sewing Bee  e tenho já uma grande colecção  dos livros da série para o provar. Gosto de todos, têm uns capítulos introdutórios excelentes, com toda a informação necessária para começar a costurar, e os projectos são sem dúvida super usáveis. Eeee mesmo assim de uma forma ou outra acabei por nunca fazer nada deles…  😳

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Decidi que estava na hora de finalmente fazer alguma coisa e escolhi dois projectos do último livro. Comecei pelo breton top.

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É um top simples, com um estilo clássico. Não fiquei muito contente com a forma como me assenta, as dimensões descritas no modelo indicam que tem imensa folga no peito e ombros, e por isso fiz o tamanho abaixo. Mas mesmo assim acho que não é para mim.

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O top incluía uma bainha bastante larga com “racha” , mas isto fazia com que ficasse demasiadamente curto e por isso decidi fazer uma bainha normal, com a agulha dupla. O tecido é um jersey de peso médio da The Sweet Mercerie e mesmo não gostando da forma como me fica as minhas capacidades de alinhar riscas estão no ponto!! 😀

O segundo projecto que escolhi fazer foi o Japanese-style top.

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Este top também tinha muita folga nos ombros e peito e por isso cortei um tamanho abaixo, alargando para o meu tamanho nas ancas. O tecido é um jersey mais leve, também da The Sweet Mercerie, adoro a combinação desta “mélange”  com este género de camisola – uma combinação perfeita. Fiquei super contente com este top, a foto do projecto no livro não me inspirava muito mas acho que saiu muito bem.

E porque não queria deixar de incluir esta camisola no blog, mas também não tinha vontade de fazer um post só para ela, deixo aqui a foto da camisola que tricotei para o T. como presente de São Valentim. Foi um teste ao modelo Ryo da Reiko Kuamura:

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Tricotei-a usando um fio da Tricots Brancal que já comprei há anos (o fio é o Austrália), mas fiquei desapontada com a qualidade. O fio tem muito pouca torção para um fio de lã merino, já tive que desborbotar a camisola, mesmo tendo só algumas utilizações. Também acho que deveria ter feito as mangas um pouco mais longas, o T. tem o (mau) hábito de arregaçar as mangas, o que fez com que os punhos ficassem todos esticados e acho que isso tornou as mangas mais curtas (tenho a ideia que ao esticar as malhas na horizontal isso acaba por fazer com que diminuam no comprimento). Todos os detalhes mais técnicos para tricotar esta camisola estão no Ravelry

Até breve!! 😉

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Hi guys

I’ve allways been a devoted fan of The Great British Sewing Bee and have quite the collection of accompanying books. They’re fantastic, the introductory chapters are clear and provide most of the “beggining to sew” information you’ll need, and the projects are definitively wearable, still somehow I never managed to make anything out of them. 😳

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I finally decided to put the last of the books to good use and sew two of the projects. I started with the breton top.

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It is a simple, classical style top. I’m not in love with the fit, looking at the finished measurements it had a lot of positive ease at the shoulder – bust area, so I cut a size down, but still I don’t think it suits me.

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The top included a wide split hem, yet this made the top too short for me, so I just made the regular twin-needle hem. The fabric is a medium weight jersey from The Sweet Mercerie and even though I don’t like the fit of the top my stripe matching skills are flawless 😀

The second project I decided to try from the book is the Japanese-style top.

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Again this had a bunch of positive ease at the shoulders, so I decided to cut a size smaller at the bust and then widen to my size at the hip. The fabric is a lighter jersey from The Sweet Mercerie, I love the pairing of this “mélange” with this pattern – a match made in heaven. I’m super chuffed with this, the project photo in the book wasn’t a favourite but it did turn out quite cute.

And because I didn’t want to leave it unblogged, here’s a photo of the sweater I knit  for T. for Valentine’s. It was a pattern test for Reiko Kuamura, the pattern is Ryo:

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I knit it using yarn from Brancal I bought years ago (Australia yarn), but I’m a bit disappointed in the quality. I think the twist is a bit too loose for a merino yarn, I already had to de-pill the sweater with only a few uses. I should have made he sleeves a bit longer, T. has the (bad) habit of hiking up his sleeves which stretched out the cuffs and I think that it also made the sleeves shorter (in my mind if you stretch stitches horizontally they’ll loose lenght). More technical knitting details on Ravelry.

See ya 😉

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Ano Novo: camisa nova / A new year: A new shirt

Olá malta!! Como estão?

Passei por cá para vos mostrar a minha camisa nova, a minha primeira peça de vestuário deste ano. As camisas normalmente são projectos longos, mas eu não tive muito tempo para costurar este mês, e por isso levei o mês inteiro a fazê-la. Ainda na senda pelo molde de camisa perfeito decidi experimentar fazer a versão A do molde Cheyenne tunic da Hey June Handmade. A camisa é um estilo simples, sem muitas pinças ou outra forma de a tornar mais moldada.

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O molde inclui todos os detalhes que uma camisa feita à mão costuma ter e que eu adoro, como as costuras francesas, bainha enrolada, banda para botões, gola e colarinho que fecham todas as margens cruas do tecido e tornam o interior da peça tão bonito como o exterior. Desta vez fiz a versão com manga comprida que inclui uma carcela a recobrir a abertura com um estilo mais clássico, o que os anglos-saxónicos chamam estilo “castelo”. Esta foi a primeira vez que experimentei fazer este tipo de carcela e acho mesmo bonito e limpinho, podia ser um pouco mais fina para ter um ar mais elegante, mas estou muito contente mesmo assim. Fiz uma mini-asneira e cortei os punhos no perpendicularmente ao fio do tecido, em vez de cortar no sentido do fio como deveria ter sido feito, mas achei o resultado bastante engraçado.  

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A carcela para os botões na frente é construída de forma um pouco diferente ao método mais comum, esta é dobrada ao longo da costura , em vez de ser dobrada a meio, que é mais usual. Isto significa que ao usar a camisa aberta no topo, o reverso do tecido fica visível na zona da carcela. Não estou de todo a dizer que é um problema, mas é um pouco estranho construir a carcela desta forma agora que começo a ficar mais habituada a fazer camisas. 

O tecido, como tem sido já habitual da minha parte é uma viscose, um dos meus tecidos favoritos. Consegui dois pedaços iguais num dos cestos de retalhos da Feira dos tecidos, o que fez com que esta camisa ficasse super baratuxa de fazer, usei botões do meu stash de botões do ebay, e linha azul clara que tinha há décadas. E agora a parte da camisa que não ficou grande coisa, e é sempre o meu calcanhar de aquiles – as costas: 

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Confesso, nunca consigo solucionar o problema do ajuste do molde nas costas, e desta vez tirei uns 5 cm ao comprimento ao centro das costas para compensar as minhas costas encurvadas, mas mesmo assim ainda tem muito a melhorar. Suponho que não se consiga fazer muito sem uma costura na cinta e outra a meio das costas, talvez se experimentasse costurar um tamanho abaixo nas costas e outro na frente melhorasse, o que acham? Há algum especialista em modelagem e ajuste de moldes por aí? 

Até breve ;D

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Hi guys!! How have you been?

I came by to show you my new shirt, my first garment made this year. Shirts really are long projects, yet I just haven’t had a lot of time to sew this month, so it took the whole month to make. Still on the demand for the perfect shirt pattern I decided to try out view A of the Cheyenne tunic pattern by Hey June Handmade. This is a loose fitting shirt, without much shaping included.

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The pattern includes all the nifty details a handmade shirt often includes, such as french seams, rolled hems, button plackets, collar and stand encasing all the raw edges and making the guts as pretty as the outside. I made the long sleeved version this time, which includes a castle-style sleeve placket. This was the first time I tried this type of placket and I find it quite nifty and neat. I wish it was a bit thinner for a more elegant look, but it does look good. I kind of messed up and cut the sleeve cuffs on the cross grain and was to lazy to cut them again, yet I do like the look.

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The button placket is constructed differently to the most common methods, this one you fold along the seamed edge to the fronts of the shirt, instead of folding in half which is more usual. This means that if you wear your shirt open at the top the inside of the fabric will show, it’s not a big issue, but I did find it a bit strange when I was constructing it.

The fabric I used is, as allways, a viscose, one of my favourite fabrics. I got two equal pieces out of the remnant bin at the local Feira dos tecidos, which made this a very thrifty make, with buttons from my ebay stash and thread I had laying around for ages. And now for the not so pretty part and allways my achilles heel – the back:

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Yup I can’t ever nail the fit of the back, I did take about 5cm out of the center back lenght to compensate for my sway back, but it still has a lot to improve. I guess that there’s not much you can do without a waist seam and a center back seam. Maybe if I try a smaller size at the back than the front it would improve the fit, what do you think? Any fitting experts out there?

See ya ;D

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Pentear a lã / Combing wool

No ano passado um colega Açoreano do T. deu-lhe um pedaço de um velo de uma das suas ovelhas Não faço ideia que tipo de ovelha será, mas olhando para a lã produzida pelas várias raças de ovelha portuguesas, penso que é uma Churra, ou um cruzamento com Churra. Tem dois tipos de pêlos – os pêlos mais longos e ásperos e a lã preta mais fofinha. 

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Lavei-a em casa, usando sacos de rede para evitar ter que mexer muito nela. O método que usei é a normal combinação de água bem quente com detergente da louça, que se encontra um pouco por todo o lado na internet. Depois de seca, e de ter pensado um pouquinho como iria continuar o processamento, decidi que iria penteá-la. Os pêlos mais louros são muito ásperos e achei que o fio ficaria mais macio e com uma cor mais bonita sem eles, por isso decidi removê-los e não os incluir no fio. Separei esses pêlos primeiro à mão, e depois coloquei as mechas de lã nos pentes, removendo pêlos claros e ásperos que não saíram à primeira sempre que possível. 

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As primeiras passagens nos pentes foram bastante difíceis e desagradáveis, a electricidade estática acumula rapidamente na lã ao passar com os pentes de metal. Uma solução fácil e rápida é adicionar alguma humidade para ajudar a pentear – o livro “The spinners book of fleece” recomenda várias receitas para preparações para pentear, decidi usar a seguinte:

  • 1 parte álcool para desinfecção (96%)
  • 2 partes óleo milagroso para cabelo (com óleo de argão) – em substituição do azeite que recomendavam, porque cheira melhor 😉
  • 7 partes água

É muito fácil de aplicar – basta usar uma garrafinha para borrifar a lã, eu aplico na lã após prender as mechas nos pentes (evitando aplicar directamente nos dentes, porque a acumulação de óleo no metal não é o melhor para a durabilidade). 

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Depois é só pentear, e depois de algumas passagens e puxar a lã para a retirar dos pentes, o resultado é uma tira de “top” que está já pronta a fiar. A penteação produz muito desperdício – mas este desperdício é todo imperfeições que tornam o fio de pior qualidade – borbotos, matéria vegetal. Não me lembrei de pesar a lã que tinha antes de começar a lavar e pentear, mas terminei com 190g de um fio de espessura média-grossa (worsted) constituído por 3 cabos, devo ter tido pelo menos a mesma quantidade em desperdício. Fiei-o no estilo worsted na velocidade 8.5:1 (ratio), o resultado é um fio com um ar bastante mesclado, e parece bem resistente, no entanto, como mesmo retirando o mais possível, ainda tem bastantes pelos ásperos, o que faz com que o fio não seja macio. Porque quero fazer alguma coisa para agradecer a lã ao colega do T. acho que este fio vai ser ideal para fazer umas pantufas de andar por casa. Quando conseguir tricotá-las mostro os resultados. 

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Até breve ;D

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Last year a co-worker from T. gifted him a portion of fleece from their sheep, he’s from Azores. I have no idea of what kind of sheep it is, by looking at the type of wool Portuguese sheep breed produce I’d guess it’s some kind of Churra, or some kind of Churra half-breed. It has two types of hair – the longer, coarser and blonder hair, and the fluffier black wool.

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I washed it inside the house, using lingerie mesh bags to avoid moving it around a lot. The method I use is the common hot water – dish detergent combination spread around everywhere. After drying and having a good look and thought at the wool I decided I wanted to comb it. The blonder hairs were really coarse and I wanted to remove most of it. I separated the majority of the hair by hand, and then lashed out my locks on the mini-combs removing the coarser hairs whenever I could.

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Because my first attempts at combing with this fleece were quickly becoming unpleasant due to the static electricity build up, I decided to use some moisture to help with the combing. The book The spinners book of fleece recommends a few recipes for “combing milk” (combing solutions), I used the following:

  • 1 part rubbing alcohol
  • 2 parts hair oil product (with argan oil) – in substitution to the olive oil, because it smells better
  • 7 parts water

It’s really easy to apply – just use a mist bottle and spray the wool locks on the combs (avoid getting too much on the teeth, because oil build up is not good for their durability).

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Then just comb away, and pull of your combed wool from the combs into a lovely combed wool strip that’s ready to spin. Combing does produce a lot of waste, yet this waste it’s almost only nepps and vegetable matter, which would reduce the quality of your yarn if it got in it. I did not have the presence of mind to weigh my fleece before washing, but in the end I got only 190g of a worsted weight 3-ply yarn. I think I might at least have lost the same amount in waste. I spun the wool worsted style, on my 8.5:1 ratio whorl, the result is a durable, yet quite coarse yarn. There’s still a lot of hair on it. Because I wanted to gift something back to the co-worker from T. that provided the wool, I think this yarn will be ideal for house slippers. I’ll share the results when I’m able to knit them.

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See ya ;D

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2016: Um ano em revista /2016: A year in review

Olá olá!!

Tenho estado por aqui a ponderar se deva ou não escrever um post de Ano Novo, mas realmente gosto de ler este género de posts e ajuda-me imenso rever o que fiz durante o ano que encerra. Gosto muito de contabilizar os projectos feitos, materiais gastos e que restam acumulados, isso ajuda-me planear o próximo ano e, saber a quantidade de materiais que gasto durante o ano ajuda-me a controlar os gastos.

Não faço ideia onde foi parar 2016, passou a correr, mas a minha tentativa de escrever regularmente por aqui realmente ajudou-me a manter-me em cima do que fui fazendo. Fica aqui a contabilidade de projectos feitos regulares durante o ano, materiais gastos e restantes, e os meus projectos favoritos no ano:

Tricot:

Durante  este ano consegui terminar 21 projetos em tricot: 4 peças de roupa de tamanho adulto, 3 casacos para criança, 6 pares de meias, 4 gorros, um xaile, uma gola e dois outros projetos mais pequenos, totalizando 9814 metros gastos. Comecei o ano com 60.2km de fio, se não contabilizar fio fiado por mim ou oferecido comprei 9717 metros de fio, por isso pelo menos consegui comprar menos do que gastei. Agora tenho 69.3km no total (já com fios feitos por mim, fios que me ofereceram ou que ganhei), o que significa que tenho mesmo que dar às agulhas se quero manter a colecção de fios controlada. A este ritmo só chego a meio daqui a 3 ou 4 anos, isto se não comprar mais fio nenhum ou fiar, o que não é uma opção 😉 Este ano consegui finalmente reduzir os meus projectos em curso a só dois!! Estou tão contente, tenho que manter a comecite na linha para me aguentar desta forma, apenas com um projecto grande ou que exija concentração e um mais pequeno para levar comigo sempre que necessário.

A estrela dos meus projetos de tricot este ano vai para o meu casaco Acer feito com fio fiado por mim. Continuo completamente apaixonada pela forma como veste, a beleza do tecido, quão quente é…

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O plano para 2017 é finalmente atacar os projetos que já estão planeados há tempo demais, alguns dos projectos dessa lista estão desesperadamente a fazer-me falta.

Fiação

Este ano completei o meu segundo fia-versário!! Sobre o qual me esqueci completamente de falar… Hem… Hem… Em 2016 fiei 1.85kg de fibra, completando mais que 5km de fio fiado. Fiei lã de 9 raças de ovelha diferentes (BFL, Bordaleira,  Churra, Corriedale, Falkland, Gotland, Jacob, Merino e Romney) e experimentei pela primeira vez fiar linho e fibra de Rami em misturas com lã.

Este ano terminei dois projectos a partir de lã que processei eu mesma a partir do velo das ovelhas (1, o segundo partilharei em breve). Confesso que na realidade acho que dá trabalho demais para o benefício, não é dos meus projectos de fiação favoritos, em cada passagem com as cardas ou com os pentes rezo para que a indústria em volta da fiação manual se desenvolva mais em Portugal, e que surjam negócios que façam o processamento de pequenas quantidades de lã por nós. Enfim, até lá não há outra forma de experimentar a lã das várias raças de ovelha Portuguesas a não ser tratando-a, por isso aprender a lavar e preparar lã para fiar é uma necessidade.

A minha colecção de fibra para fiar cresceu dos 4.2kg no início do ano para 4.6kg, mas deve-se a compras recentes em preparação para um projecto grande de fiação para este ano. Em 2017 quero  fiar mais para projectos grandes, e quero aventurar-me a fiar fios mais grossos de forma consistente. Vou começar por fiar fio para um casaco de espessura aran a bulky, o que implica fiar com muita atenção, sincronizando passadas e drafting a um ritmo consistente.

E o projecto de fiação estrela deste ano é, sem surpresas, o fio para o casaco fiado em lã Romney Marsh.

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Não é de admirar que o fio que resultou no meu projecto de tricot favorito este ano, seja o meu projecto de fiação favorito. Este foi o meu segundo projecto de fiação usando o método long-draw quer no fuso, quer na roda (obviamente testei primeiro alguns projectos mais pequenos). Este método de fiar tornou-se rapidamente um dos meus favoritos, é divertido e super rápido, mas preciso aprender a controlá-lo melhor. De qualquer forma acho que não me saí muito mal, tendo tão pouca experiência…

Costura:

Fartei-me de costurar este ano, e cada vez gosto mais de costurar. Fiz 18 novas peças de roupa e quase que consigo vestir-me da cabeça aos pés com peças feitas por mim. Apenas me falta experimentar fazer lingerie e casacos para conseguir vestir totalmente feito por mim. Não tenho o objectivo de ter só peças feitas por mim no guarda-roupa, mas quero conseguir, sempre que precisar, fazer peças de vestuário com um estilo que adoro, e a servir o melhor possível.

A minha colecção de tecidos cresceu exponencialmente desde que comecei a costurar mais frequentemente, e quero controlar melhor as compras este ano e ir só comprando à medida do que vou conseguindo gastar. Não estou certa quanto tecido teria no início do ano, mas gastei 27m de tecido este ano e tenho agora 38m de tecido por casa (sem ter em conta restos de tecido). Acho que em 2017 vou tentar comprar tecido para apenas um ou dois projectos por mês, para evitar que a colecção cresça sem controle nenhum.

Estive a pensar seriamente qual seria o meu projecto de costura favorito e não me consigo decidir. Acho que continuo maravilhado com o facto de conseguir costurar peças usáveis e qualquer projecto que sirva mais ou menos decentemente rapidamente se torna no próximo favorito. Se tiver mesmo que decidir acho que vou escolher as minhas camisas e blusas – adoro as costuras totalmente (ou quase) embutidas, e é um estilo que irei sempre gostar de usar.

Apenas não incluí aqui a minha blusa pussy bow porque passei as passinhas do inferno com o tecido, fora isso, acho o look adorável. Mesmo assim não a uso muitas vezes, não gosto muito do formato recto da bainha, e não gosto de ver sobre calças, só a posso usar metida por dentro de calças ou saias e não tenho muitas peças de baixo que fiquem bem assim. .

Para 2017 tenho um rol de projectos planeados, não sei quais irei conseguir fazer este ano, mas tenho 22 projectos planeados – 4 vestidos, 5 blusas, 3 tops em jersey, 5 tops de manga curta, um par de calças de ganga, um par de leggings, uma saia, um soutien e um macacão. Já cortei o tecido e comecei a construção numa das blusas, a versão A da Cheyenne tunic, mas não faço ideia o que se seguirá…

Phewww, isto realmente foi muita coisa! Quais foram os vossos projectos favoritos de 2016? Quais são os vossos planos para 2017?

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Hi guys!

I’ve been waffling about whether I should write a New Year’s post or not, but I really love looking back over the past year and reflecting on the things I’ve accomplished in my crafting. I like thinking about the year, it helps me to tally what I spent and what keeps laying about the house in crafting materials, and helps me to plan for the coming year.

I have absolutely no idea where 2016 went, it was a complete blur, yet blogging has really been helping me to keep on track of my projects. Here is my tally of projects made, crafting materials spent and remaining, and my favourites for this year:

Knitting:

During this year I was able to complete 21 projects: 4 adult garments, 3 child cardigans, 6 pairs of socks, 4 hats, a shawl, a cowl and two other oddments. This meant that a total of 9814 meters of yarn were out of the stash. I begun the year with 60.2km of yarn, if I don’t account the yarn I spun into my stash or that I was offered, I acquired 9717 meters this year. I now have 69.3km in stash (total – handspun, gifts, and purchases), which means that I really need to up my knitting game and get to those eternally queued projects if I want to get the stash in control. By this rate I’ll only get to half of my stash in 3 or 4 years, this if I don’t spin or ever purchase yarn again, which isn’t an option 😉 This year I was finally able to decrease my wips to only two, and I want to keep this way, a larger sized project for longer periods of knitting time, and a smaller on-the-go project.

My knitting star this year goes to my first handspun cardigan. I’m still besotted with the fit. the beauty of the fabric, the warmth…
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The plan for 2017 is to get the long-time queued projects on the needles, some of those are desperately needed on my wardrobe.

Spinning:

This year I completed two years spinning!! Which I totally forgot to blog about… Ahem.. So in 2016 I spun 1.85kg of spinning fiber, totalling more than 5km of yarn. I spun yarn from 9 different breeds of sheep (BFL, Bordaleira,  Churra, Corriedale, Falkland, Gotland, Jacob, Merino and Romney) and tried for the first time to spin blends with flax and ramie.

This year I also completed two spins out of fiber I prepared myself from sheep fleece. I’ll grant it’s not a favorite of mine, in each stroke of the hand cards or the combs I wished that small batch wool processors were available in Portugal, where I could send these fleeces and get them washed and carded and ready to spin. Anyhow there’s no other way I could ever try spinning Portuguese wool, so venturing into wool processing is a must for spinners here.

My stash went from 4.2kg to 4.6kg, yet this is due to buying in larger quantities of wool prepping for my projects this year. During 2017 I’d like to spin more for larger projects, and to venture more into spinning heavier weight yarns while keeping a constant thickness. I’ll start by spinning a sweater quantity of aran to bulky weight yarn, but for this I’ll need to spin very carefully to keep treadles and drafting at a constant pace, and I’ll need to find a few spare bobbins so I can store my singles and then alternate them while plying to get the thickness as constant as possible.

The spinning star this year, unsuprisingly goes to my Romney Marsh sweater quantity.

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It’s no surprise that the yarn that created my favourite kntting project this year is my favorite spin for the year. This was my second long-draw project on the spindle and on the wheel (of course I first needed to try it out on some smaller projects) and it became a fast favorite type of draft. I do need to learn to control it better, but it is without any doubt really fun. I don’t think I did too bad with so little experience in spinning woolen…

Sewing:

I really sewed a lot this year, and I love it more and more. I sewed 18 new pieces of clothing, and I can now dress almost entirely handmade. I still need to venture into lingerie making in order to dress as handmade as possible. I don’t have the goal of having a totally handmade wardrobe, but I do want to have a few garments with a style I love and fitting as well as possible.

My fabric stash has grown exponentially since I started sewing more and I should really try to reign in, and purchase only as much as I’m using. I’m not sure how much I had at the beggining of the year, but I spent 27m and now have 36m of fabric in stash (without considering any usable leftover), in the future I’ll try to buy fabric for only one-two project per month so I can keep myself in check.

I thought long and hard on what is my favorite sewing projects and I just can’t decide. I guess I’m still in awe I can sew usable garments that any mid to well-fitting new garment becomes a fast favorite. If pressed, I’ll choose my shirts – I just love the completely (or almost completely) encased seams and it’s a style I’ll allways be happy to wear.

I didn’t include here my pussy bow blouse because I had hell sewing with the fabric, otherwise I think the style is lovely. I don’t use it very often because I don’t like the shape of the hem over trousers, I can only wear it tucked in and I don’t have many garments where I can do that.

For 2017 I have a slew of garments planned, I’m not sure which I’ll be able to tackle this year but I got 22 projects planned – 4 dresses, 5 shirts or long sleeve blouses, 3 jersey tops, 5 short-sleeved tops, a pair of jeans, a pair of leggings, a skirt, a bra, and a romper. I already cut and started construction on one of the shirts, the view A of the Cheyenne tunic, but I’m not sure what I’ll tackle after this, we’ll just wait and see.

Phewww that was a lot of making! What were your favourite makes in 2016? What are your plans for 2017?

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COSTURA: Novas peças para o vestuário de Inverno / New in my winter handmade wardrobe

Olá olá malta!!! Como estão?

Não podia deixar de passar aqui para mostrar as pecinhas que tenho feito recentemente para o Inverno. Duas delas foram feitas de moldes que já tinha experimentado anteriormente, e usei pela primeira vez o molde Cheyenne da Hey June Patterns.

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Esta blusa é a minha segunda versão da Susie blouse, desta vez fiz a versão com mangas 3/4. Para esta versão reduzi o tamanho na região dos ombros para o tamanho abaixo, mas neste tecido fico um pouco constrangida de movimentos. Se fosse um tecido com mais elasticidade acho que este tamanho seria o ideal, neste preciso um pouco mais de folga. Live and learn. Voltei a tentar  fazer uma bainha com aberturas laterais, desta vez um pouco mais pronunciadas. Tinha planeado fazer as costas mais longas que a frente, mas esqueci-me desse plano quando estava a cortar o tecido, por isso a diferença é bem menor que o que eu gostaria.

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O tecido é poliéster de uma loja de tecidos que descobri bem perto de mim (infelizmente não me lembro do nome). Usei 1.5 m de tecido com padrão para o corpo e mangas e 0.5m  de tecido liso para a gola.

O meu segundo top é novamente um Agnes na versão B, com mangas franzidas.31024930520_379238d54731357750566_5957f6d2ae

 

 

 

 

 

 

 

 

Mais uma vez fi-lo em grande parte na corta e cose, e estes tops fazem-se num instante, adoro!!! O tecido é uma malha jersey da The Sweet Mercerie, e fi-lo em 1.5m de tecido.

E fiz ainda a blusa Cheyenne, na versão B, no comprimento de túnica.

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Adorei o resultado, e como tem sido costume de cada vez que experimento pela primeira vez um molde, fica aqui a minha crítica:

Instruções – são bastante longas e um nada complicadas mas é compreensível – vão surgindo secções separadas para cada uma das duas versões e para os dois tipos de manga, o que faz andar a saltitar no livreto de instruções. A camisa é toda construída com costuras francesas que dá um acabamento lindo ao interior da peça, mesmo nas cavas são usadas as costuras francesas, coisa que nunca tinha experimentado fazer nesta zona, e gostei muito de aprender a fazê-las nesta zona. O remate do decote é bastante complicado, não consegui que ficasse perfeitinho do interior, mas do exterior passa perfeitamente, mas acho que o design faz a barra ser demasiadamente comprida. Para uma próxima versão vou encurtar 5-10cm.   

Medidas, ajustes e alterações – Fiz o tamanho abaixo do recomendado para as minhas medidas. Esta camisa tem uma folga imensa, e por isso mesmo usando o tamanho abaixo tenho mais que espaço suficiente para me mexer.  Fora isso não fiz nenhum ajuste ao molde, mas acho que tenho comprimento a mais nas costas. Para a próxima versão vou experimentar a alteração para “sway back” para evitar ficar com aquele tecido de folga todo no fundo das costas.

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Tecido – 1.5m de viscose da Feira dos Tecidos, é sempre uma boa opção para tecidos fluidos.

Dificuldade – aconselharia apenas a costureiras aventureiras e já com alguma experiência em fazer peças de roupa. É necessário pelo menos experiência em fazer pespontos, e em manusear bem tecido em zonas pequenas para conseguir uma boa inserção do colarinho. 

Até breve 😉

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Hi guys! How’ve you been?

I had to come by and share the recent additions to my handmade Winter wardrobe. Two of these were made from patterns I had previously used,and I finally tested out the Cheyenne tunic from Hey June Patterns.

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This is my second take on the Susie blouse, this time with 3/4 sleeves. Because my first attempt at this pattern felt a bit too loose on the upper region, for this one I went down a size at the shoulders, yet in this fabric it constricts my movements a bit. For a fabric with a wee bit more stretch it would have been perfect, for this fabric I should have went with the size I made previously. Live and learn. Again I tried to make a hi-low split hem, yet I forgot this genious plan when cutting and cut the fronts and back the same lenght 😳 duh!! They don’t have the effect I wanted…

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The fabric is some kind of polyester from a shop I discovered closer to home (yet unfortunately I can’t recall the name). I used 1.5 m patterned fabric for body and sleeves and 0.5m solid poly fabric for the collar.

The second addition to the wardrobe is again a Agnes top, this time in version B, with ruched sleeves.

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I made it almost entirely in the serger, which made it super fast, I’m a big big fan of the serger now!! The fabric is a jersey knit from  The Sweet Mercerie, I eeked it out of 1.5m fabric.

I finally tried the Cheyenne pattern, I made version B in the tunic lenght with 3/4 sleeves.

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I love the result, and as customary each time I try out a new pattern, here’s my review:

Pattern instructions – pretty long and really involved, though understandably – separate sections appear in the pattern for each of the collar and sleeve options, which make you jump from section to section to find the bit of instruction you should be following. The shirt is made entirely with french seams, which makes the guts of the shirt lovely and clean. Even the armscye seams are made with french seams, I had never made a french seam there and I loved learning how to do them there. This version’s neckline is quite tricky to make, I wasn’t able to make it perfect on the inside, yet it’s totally passable from the outside. The placket design is a tad too long for my taste, on a next version I’ll shorten the placket maybe 5-10cm.

Fitting and alterations – I made a size smaller than recommended to my measurements, this shirt has an imense ease, plenty of room to move, even with a size smaller. I didn’t make any further adjustments but I’ll make a sway back alteration for the next version, I don’t like to see the fabric excess at the bottom of my back.

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Fabric – 1.5m viscose/rayon challis from local fabric shop (Feira dos Tecidos), I think viscose is allways a great option for drapey garments.

Dificulty – I’d advise this pattern only for the more experienced or the more adventurous. Some expertise in making garments is definitively a must, at least some training in topstitching and fabric handling to get a smooth insertion around the neckband and placket.

See ya 😉

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Um casaco que é uma viagem / A journey in a sweater

Olá olá!!!

Vim mostrar-vos o meu novo casaco, estou orgulhosíssima, adoro tudo tudo! Foi a primeira peça de roupa que fiz em fio fiado por mim e por isso é ainda mais especial. Foi uma verdadeira viagem de aprendizagem.

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Comprei a lã para o casaco, lã penteada de ovelhas da raça Romney, vindas direitinhas da zona Romney Marsh através da loja Sara’s Texture Crafts no ano passado. A compra foi completamente inspirada por uma entrevista à marca Romney Marsh Wools que ouvi no podcast Knit British, fiquei com vontade de experimentar a lã desta raça fantástica e assim que vi este top à venda na loja da Sara não consegui resistir. 

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Comprei meio quilo, pensando já em fiar para uma camisola. Na altura ainda não tinha a minha roda e por isso as primeiras 3 meadas foram fiadas num dos meus fusos, fiz um fio no estilo woolen com 3 cabos. Depois de comprar a minha roda terminei o projecto, tendo por referência o fio que tinha fiado nos fusos, para que não ficasse muito diferente. Acho que não me saí muito mal, o WPI foi praticamente o mesmo e a metragem por kg embora variasse entre as várias meadas, os fios feitos no fuso não faziam um grupo aparte dos fiados na roda. Já vos tinha mostrado este projecto aqui

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De qualquer forma, para garantir que todas as diferenças entre meadas ficavam bem diluídas tricotei o casaco alternando meadas (1ª e 2ª com a 3ª, 4ª com a 6ª e 5ª com a 7ª). Não poderia ter ficado mais satisfeita com o meu casaco, é leve e quente. Tinha algum medo que os painéis rendados se perdessem no meio do fio mais “peludo” característico de fios fiados no estilo woolen, mas acho que saíram muito bem e que estão lindos assim mesmo. 

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O modelo é o casaco Acer da Amy Christoffers, e como é habitual fiz tanta modificação que já nem me lembro de todas elas – acabo sempre por usar os modelos de tricot mais como um mapa do que eu quero que como instruções e mudo a matemática toda para se ajustarem bem a mim. A mudança da modelagem na cinta e nas cavas por norma é o mínimo, mas neste mudei também a altura do decote, comecei 5cm mais cedo, e acrescentei 2.5 cm de modelagem na parte de trás do pescoço (não tinha modelagem nenhuma).  Os detalhes estão todos na minha página de projecto.

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Como estava a usar fio que foi fiado por mim e era de todo impossível fazer mais fio, até porque a lã já não estava mais à venda, decidi mudar a forma como as mangas são tricotadas e tricotei-as a partir do topo da cava. No final consegui fazer a manga comprida e sobraram-me duas pequenas bolitas de 6g cada. Para tal segui as instruções do livro Top-down set in sleeve design para levantar as malhas ao longo da cava e construir o topo da manga.

Claro que um projecto tão magnífico teve que entrar em todos os tricota-junto e fia-junto possíveis, com esta maravilha participei no Ano do Carneiro/Ovelha do podcast Ewe University durante o mês dedicado à Romney em Dezembro de 2015, entrei no Shackleton CAL do podcast Fiber Trek  e no Zero to Hero KAL do podcast Wool n’ Spinning.  Fiquei tão contente com o meu casaco que agora só quero fiar para camisolas e casacos! Sonho com uma adaptação a casaco da camisola Carpino, num casaco Aidez cor de aveia e talvez uma camisola  On the beach com gradiente de cor. Fiar só tranças de 100g já está fora 😉

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Hi guys!!!

I’ve finally finished my first sweater out of my own handspun!!! This is definitively a huge feat for me and the entire project is a true journey of learning and acquiring skills.

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I got the wool, a lovely Romney Marsh top from Sara’s Texture Crafts last year, inspired by an interview to Romney Marsh Wools I heard on the Knit British podcast. It left me inspired to try out the wool from this awesome breed.

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I got half a kilo, thinking of spinning for a sweater for the first time. At that time I hadn’t got my wheel yet, so in November I started spinning a woolen 3-ply on my spindles. Meanwhile, after getting my wheel, I tried to match my wheel spun yarn to my spindle spun and I think I wasn’t too bad, my WPI was the same across all skeins, and the grist, even though it was a bit varied, wasn’t dividing into the group of wheel spun and spindle spun. I’d already shown you these here.

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Either way, in order to dilute my differences between skeins to the maximum, I knit the entire cardigan alternating skeins (1st and 2nd with 3rd, 4th with 6th and so on…). I could not be happier with my results. The cardigan is warm and light. I was afraid that he lace panels would get lost with the fuzziness of the woolen spun yarn, but I think they look gorgeous.

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The pattern is the Acer cardigan by Amy Christoffers, as usual I made so many mods I can’t really remember them all – I use patterns more as blue prints rather than instructions and always adapt them to better fit me. Usually this involves changing both the waist shaping and armscye shaping, yet stylistically I only made it a tad longer, started the front neckline 5cm earlier and added an inch of neckline shaping at the back (it didn’t have any). More details on my project page.

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Because I was using my handspun, and it was impossible for me to get any more yarn, I decided to knit the sleeves top down and knit them for as long as possible, in the end I was able to make the full length sleeves with two tiny 6g balls of yarn to spare. For this I followed the instructions from Top-down set in sleeve design to pick up stitches and knit the upper arm. Of course such a magnificent project got entered into all the SALs and KALs, with this project I was able to take part in Ewe University Year of the Sheep Romney month in December 2015, in Fiber Trek Shackleton CAL and in Wool n’ Spinning Zero to Hero KAL.

I’m so in love with my new cardigan that now I want to spin for ALL THE SWEATERS!!! I’m now dreaming of an handspun adapted Carpino to a cardigan, an oatmeal Aidez and maybe a gradient On the beach. Spinnning 100g braids is so out now 😉

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Projectos de Novembro / November projects

Olá Olá!!!

Bem vindos à estação de fotografias péssimas, com luz natural inexistente que tiveram que ser retocadas ao máximo para se conseguir ver alguma coisa!! Não é que as fotos do meu blog sejam muito boas, mas logo que a mudança de hora de Inverno entra em vigor a minha luz para fotografar vai-se toda e tenho que recorrer à luz artificial e às minhas parcas capacidades de edição de imagem. Enfim… Por favor aguentem as más imagens por mais um pouquinho, tenho que pensar seriamente em comprar umas luzes de estúdio ou tirar as fotos todas ao fim de semana.  

Adiante! Hoje vim mostrar-vos dois novos tops para a estação Outono/Inverno. Parece que finalmente a minha costura mudou de estação 😉 Em primeiro lugar, um top que costurei a partir do molde Ultimate shift dress.

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Sim, eu sei, pareço uma floresta… Nem percebo o que me passou pela cabeça para achar que ia ficar bem com um estampado tão grande… 😯 Está um nadinha apertado, eu já tinha feito um vestido a partir do molde Ultimate shift dress neste mesmo tamanho, mas acho que por ser um tecido diferente, um pouco mais fluido e menos elástico. Acho que neste tecido um pouco mais de folga ficaria melhor. Se estiverem interessados o tecido é uma viscose da loja The Sweet Mercerie e o top com mangas compridas foi todo feito a partir de só 1m de tecido 😀 Adicionei um zíper metálico na abertura das costas apenas para ficar com um detalhe interessante.  

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Mesmo parecendo uma planta decorativa acho que vou usar este top bastante, com um casaco por cima até fica giro. 😉

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O meu segundo top foi um teste a um molde novo para mim – o Agnes top da Tilly and the Buttons.

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Fiquei muito contente com o resultado, embora as mangas me pareçam um pouco apertadas. Este foi o meu primeiro projecto construído quase totalmente na minha nova amiga, a máquina corta e cose.  Fi-lo num ápice, acho mesmo que perdi mais tempo a tentar coser o elástico transparente usado para reforçar as costuras dos ombros com um ponto zig-zag sem que se enrolasse todo, que a costurar todas as outras margens à velocidade da luz. No final acabei por desistir e segurei o elástico junto com as duas camadas de tecido e costurei tudo de uma só vez na corta e cose. Desta vez fiz a versão com o decote elástico em V e a manga simples. Numa próxima tentativa irei tentar fazer a versão com a cava em balão.

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Crítica ao molde:

Instruções – são mesmo muito boas e fáceis de seguir, a Tilly está muito interessada em descodificar a costura e torná-la mais acessível a todos os novatos. Com as instruções dela qualquer pessoa se sente confiante para atacar projectos mais complexos. Não é de todo necessário ter uma máquina corta e cose para fazer este top, eu fiz na minha apenas porque já tinha e queria testá-la, mas o molde está pensado para ser costurado numa máquina normal. Se vão costurar numa corta e cose aconselho a apararem todas as margens de costura até 1cm, eu pelo menos tenho imensa dificuldade onde me guiar usando uma margem de 1.5cm. 

Medidas, ajustes e alterações – Fiz um tamanho abaixo para os ombros e mangas, que para o resto do corpo, e talvez por isso as mangas tenham saído tão justas, de qualquer forma o meu tecido não era tão elástico e era mais firme que os jerseys normais. 

Tecido – um retalho desconhecido de uma malha (com cerca de 1m) que comprei na Feira dos Tecidos.

Dificuldade –Adequado a principiantes, mas eu aconselharia a experimentarem uma versão de teste antes da final, para se habituarem a costurar malhas. Tendo feito na corta e cose não passei pelas dificuldades habituais da costura com malhas numa máquina normal. De qualquer forma não se esqueçam de trocar a agulha para uma própria para malhas para a costura normal, e por uma agulha dupla para as bainhas, e usem um pé de duplo arrasto para evitar que o tecido estique à medida que é costurado.

Até breve 😉

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Hi Everyone!!!

Welcome to the season of bad lighting and of distorted-levels blog photos!! My blog photos aren’t usually that high quality but once we start with daylight saving time, my time slot with sufficient light for photos goes away and I have to resort to the ceiling lights and my deplorable photo editing skills. Please bear with me, I’ll consider getting studio lights or just push all the photo snapping moments to the weekends.

Moving ahead, today I came to show you two long-sleeved tops, I’m finally entering the Autumn/Winter garment production season. First up a top I’ve sewn from the Ultimate shift dress pattern.

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Yup, I look like a forest… What ever possessed me to think I would look good with a print this large??? 😯 It’s a tad too tight, I made  an Ultimate shift dress in this size previously, but because this is a different fabric, and is a bit more flowy I think more ease would look better. If you’re interested it’s a viscose I got on The Sweet Mercerie and I eeked out the top out of 1m fabric 😀

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I decided to add a metal zip on the back opening for a bit more of interest. Even though I look like a decorative plant I will still use this top, I think that with a cardigan it looks cute.

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My second top is from a new to me pattern – the Agnes top by Tilly and the Buttons.

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I do like this top, even though the sleeves feel a bit tight. This is my first ever almost complete project on my new best friend, my serger. Making it was definitively a breeze, I think I might have lost more time trying to make the clear elastic that is used to reinforce the shoulder seams stay flat with a zig zag stitch, than just whizzing through all the seams. In the end I gave up and just held the elastic with the fabric at the shoulder and sewed the entire seam together in the serger. I made the version with the elasticated V-neck and the simple set-in sleeve, for my next top I might try the puffy sleeve version.

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Pattern review:

Pattern instructions – great! Tilly is truly interested in getting all the novices sewing more advanced garments and the pattern is full of clear step by step pictures and instructions. You do not need a serger to sew this, because  I have one I used mine, but I should have trimmed all the pattern seam allowances to a more “serger friendly” allowance like 1cm. I’m not quite sure yet where I should be aligning my fabric to get a precise seam allowance at 1.5cm.

Fitting and alterations – I made a smaller size at the sleeves and shoulder than at the body, waist and hip, for that I think that the tightness at the sleeve might be my fault and not the pattern. Either way my fabric is not very elastic.

Fabric – unknown knit remnant (around 1m) I got at the remnant bin in the local Feira dos Tecidos shop

Difficulty –Begginer friendly, but I’d advise it to someone that has some experience with knit fabric. Having made this on the serger I din’t get the usual hiccups most people have with knits, for a regular sewing machine I’d recommend the ball point needle for seaming, and twin needle for hemming and a walking foot to avoid stretching the fabric.

See ya 😉

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Socktober / Meiúbro :P

Olá olá

Vim cá mostrar-vos as meias que fiz durante o mês de Outubro para os KALs socktober, e a versão Portuguesa Meias de Outubro, meiúbro é brincadeira minha 😛

Este mês consgui fazer apenas dois pares, muito atrás dos 8 pares feitos por algumas das meninas no grupo, mas para mim já é bastante bom, eu não sou uma tricotadeira assim tão rápida.

O primeiro foi o modelo Crenate da Rachel Coopey.

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Fiz o tamanho 64 malhas numa agulha 2.25mm, mas como gosto de canos com 17-18cm adicionei uma repetição do gráfico B a toda a volta, e fiz um calcanhar com mais algumas carreiras e malhas de gusset que o indicado no modelo. O fio é o Filcolana Arwetta classic, comprei este fio em viagem na Bélgica e depois de usar, fiquei com imensa pena de não ter comprado mais. É super macio e fofinho. Podem ver mais detalhes aqui.

O segundo par é uma ideia que eu tive ao ver as mangas mindericas do livro da Rosa Pomar:

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Adorei o padrão de cores, os meus pais tiveram uma destas mantas de Minde que usávamos em passeios e piqueniques. Como não prevejo usar mangas pensei que o ideal seria adaptar o padrão a umas meias. O fio que usei é o Drops Garnstudio Fabel em várias cores, e o modelo da meia é o básico a partir do cano, com um calcanhar clássico, com aba, mas como este padrão é feito com malhas passadas, fiz o cano com mais malhas que o normal para mim, e depois matei as malhas em excesso após terminar o padrão. Mais pormenores na minha página de projecto.

E vocês? Fizeram meias em Outubro?

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Hi guys

I thought I should come in and share the socks I made for the KAL socktober, and it’s Portuguese version Meias de Outubro, organized by Rosário, and also by Raquel and Sofia.

I was only able to complete two pairs, way way behind some of the girls in the KAL thread, at least three girls made 8 pairs 8-O. I’m happy nonetheless, I’m not that fast 😉

My first were the Crenate by Rachel Coopey.

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I made the size with 64 stitches on 2.25mm needles, and because I like a taller sock, with 17-18cm leg, I added a repeat of chart B all around. I also added a few more rows to the heel and a few more stitches to the gusset, and continued the chart B for the entire foot. The yarn I used is Filcolana Arwetta classic, I got this yarn while in travel, in Belgium and now I’m very sorry I didn’t get any more. Its softer than other sock yarns, you can check all the details on my project here.

My second pair came from an idea I had when I saw the mangas mindericas pattern from the book Malhas Portuguesas by Rosa Pomar:

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I loved the colorwork pattern, my parents used to have one of these blankets –  Mantas de Minde that we used for car rides and picnics. As I don’t see myself using extra sleeves unattached to a garment, I thought that using this pattern in socks would be awesome. I used Drops Garnstudio Fabel in several colors, and the pattern for the sock is the basic cuff-down with a heel flap and gusset. Because the colorwork chart is worked in stranded knitting I used more stitches for the leg of the sock than  my usual and then reduced those extra stitches after the colorwork. All the details are in my project page.

And what about you? Did you make any socks for Socktober?

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Este é um post de jéanio / This is a jeanious post

Olá Olá!!

Como estão todos? Mas que título de génio que eu fui arranjar hein? Obviamente a piada não ia funcionar em Português… 😉

Acabei de finalmente, depois de alguns meses de planeamento, fazer os meus primeiros jeans, vulgo calças de ganga!!

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O molde são as Ginger jeans da Closet Case files, este molde já andava debaixo de olho há algum tempo e tenho a certeza que vou repeti-lo. 

Atenção à minha foto traseira:

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Eu avisei 😉 mas é da praxe num molde com tantos detalhes. Para a próxima vez que fizer calças de ganga vou ver se consigo encontrar quem me empreste uma segunda máquina, trocar de linha cada vez que fiz um pesponto foi a verdadeira seca!

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Crítica ao molde:

Instruções – fantásticas, mesmo fantásticas. Fiquei com vontade de fazer o resto dos moldes desta designer (Bikini Sophie acabaste de vir para a lista). E não só as instruções são fantásticas, como foi feita uma sew-along com imensas fotos para esclarecer todas as dúvidas que possam ter.

Medidas, ajustes e alterações – eu deveria finalmente aprender que a minha medida da anca deve ser tirada na anca. Lembro-me de ler algures que a medida da anca é a medida na zona mais larga, ora, a minha zona mais larga é no rabiosque, e por ter tirado essa medida cortei o molde e o tecido dois tamanhos acima do necessário. Felizmente decidi seguir o que a designer recomenda e alinhavar as peças todas para ver como ficava, o que recomendo que vocês façam se estão a pensar costurar este molde. Fora este primeiro percalço não precisei ajustar mais nada. Desta vez costurei a versão A, mas numa próxima tentativa quero apertar a cinta um pouco e tentar a modificação que referem no site Closet case files, e fazer a altura da cinta uma média entre a versão A e a versão B.

Tecido – ganga com 3% elastano da Feira dos Tecidos, para os pespontos usei linha duet (50% algodão, 50% poliéster) dobrada, em vez da linha específica para pesponto, um truque que apanhei no instagram da Andreia Salgueiro. Contudo, para a casa de botão voltei à linha simples, pois ficava muito espessa. Comprei todos os acessórios (botão para calças de ganga e rebites) no site Minerva crafts. Desta vez consegui recrutar o meu namorado para me ajudar a dar umas marteladelas para instalar os rebites.

Nível de dificuldade – a filosofia da Heather é criar modelos avançados que todos possam fazer. Não quer dizer que não sejam difíceis, porque são, mas são claros, e todos os detalhes são explicados, por isso eu diria que este modelo é acessível a todos que não tenham medo de um desafio.

E é tudo por hoje, agora vou procurar tecido de ganga em todos os tons para fazer muitos mais pares!!!

Até breve 😉

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Hi guys!!

How are you doing? This is not so much a genious blog post, but a genious pattern and a fantastic make.

I finally took the plunge and made my first pair of jeans, the Ginger jeans by Closet Case files. This is a pattern I will definitively make again!!

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Attention to the rear-end photo:

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I warned you 😉 I’m sorry but with so many details it was almost obligatory. Next time I start another jeans project I’ll try to find someone to loan me a second sewing machine, you get sick of changing threads each time you’re topstitching really really fast!!

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Pattern review:

Pattern instructions – great, really really great! I now want to make each and every pattern from this designer (Sophie bikini you just entered the list). And not only are the instructions fantastic, the designer also published a sew-along with tons of photos to make every single step perfectly clear.

Fitting and alterations – I should finally learn that the hip measurement should be taken at the hip, and not at the bottom. I read somewhere that your hip measurement was the measurement at you widest point, well my widest point is at my tushy, so I cut my pieces two sizes larger than needed. Thanks to some divine inspiration and to the genious Heather Lou I decided to follow the recommendations on the pattern, and baste all the pieces together to check the fit. I would definitively advise you to do the same, as different denims will behave differently. Apart from this first hitch, the rest of the make went swimingly and I did not make any other change to the A version. Next time I might decrease the width at the waist a bit, and try the mid-rise pattern alteration that is present in the Closet case files website.

Fabric – denim with 3% elastane from the local fabric shop (Feira dos Tecidos), for topstitching I used doubled duet thread (50% cotton, 50% polyester), instead of the topstitching thread, a tip I got from Andreia Salgueiro instagram thread. For the buttonhole I went back to the single thread, as the doubled thread was a bit too thick. I got all the hardware (jeans button and rivets) from Minerva crafts. I even got to recruit my boyfriend to help me hammer down the rivets.

Difficulty – Heather Lou’s philosophy is to create advanced patterns that are accessible to all. They’re still very involved and are a lot of work, but every detail is crystal clear. I’d recommend this pattern to anyone that isn’t afraid of a challenge.

And that’s all for now, I’m off to find more denim in every tone and colour so I can make many more pairs!!!

See ya 😉

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