On tour de fleece and traditional fleece washing / Da volta ao vêlo e o lavar da lã à forma tradicional

Hi everyone!

Today I’m changing up the craft. I’ll tell you a bit about my spinning, it’s been a while now since I shared my spinning accomplishments with you. This year I took part on tour de fleece on two different teams – the spindlers team and the Hilltop cloud team. If you’re out of the spinning scene and have no idea what tour de fleece is, it is an annual concerted effort to spin more and challenge yourself, while the tour de France cycling race is occurring. You join a team on ravelry and according to each team own rules you spin along and hone your spinning skills in the meantime. Both the teams I participated in were quite relaxed, and you only had to spin on a spindle (for the spindlers team) and use Hilltop cloud fibre (for Hilttop cloud team).

My main project was a special tour de fleece gradient pack, prepared by Katie from Hilltop cloud, inspired on the cobblestones of french pavements (25% merino, 25% BFL, 25% corriedale, 25% bamboo). I shared my progress every other day on instagram and on ravelry:

In the end I was able to finish my cobblestones gradient, spin and ply some more natural shetland top and start spinning the fiber from the December 2014 Hedgehog fibres fibre club (it’s 70% merino, 25% silk, 5% sparkle). Here’s my finished cobblestones skein in all its glory, I got 450m navajo-plyed from the 140g pack:

Meanwhile I was also able to finish up the white undyed shetland skein (140g 2-ply 533m) and the Hedgehog fibres (here still unwashed, 120g, 380m 3-ply):

On a visit to one of my boyfriend’s relatives I found out they had sheep. When I asked what they did to their fleeces I was shocked to find out that they simply discarded them or burned them :?. Since it had been extremely hot in the last few months we were able to rescue  a pair of fleeces from burning and we tried our hand at fleece washing 🙂 🙂 🙂

My boyfriend’s grandmother used to spin and weave when she was younger so she instructed us on how to do it. We did it almost as she used to do it (with a few changes because I thought I’d be more successful in cleaning it this way):

  1. Wash wool in boiling water (+ a bit of ambient temperature water to bring the temperature down). We could not wash it all in one sitting, so I decided to dissolve a few shavings of a household soap in this first bath for the second batch. Let the wool soak without fussing much with it for ~10min. Discard the gross water and repeat this hot bath. Get rid of the dirty water and allow the wool to cool down.
  2. Wash wool abundantly in cold water. We had a stream nearby so we took the wool there (no chlorine in the water is best). As you might understand, for a fleece that was ready to burn, no real care had been given to keep the wool clean, so it had a ton of hay and seeds in it. We tried to remove some of it in this wash. But it was taking way to long so we stoped caring about the hay midway through the wool.
  3. Dry the fleece on a airy surface. Before drying tease the locks a bit to allow for larger air circulation.
  4. After drying I started teasing by hand to get rid of all the hay, and flicking/mildly carding the wool with some dog combs. I don’t have proper wool cards, but I think I might get them to make proper rolags for spinning.

That’s all I have to share on my latest spinning FOs. And what about you? Have you been spinning? Have you tried rescuing some fleeces near you?

Olá olá!

Hoje vou mudar um pouco de manualidade e falar-vos um pouco do que tenho fiado, já passou algum tempo desde a última vez que partilhei os meus progressos na fiação com vocês. Este ano decidi participar na “volta ao vêlo” (a minha tradução de tour de fleece) em duas equipas diferentes – a equipa dos spindlers (fiadores com fuso) e da Hilltop cloud. Se não estão por dentro dos eventos mundiais de fiação e não tem ideia acerca do que será a tour de fleece, esta é um esforço mundial para fiar mais e para os fiandeiros se desafiarem, que ocorre durante a duração da volta à França em bicicleta. Basicamente inscrevem-se numa equipa à vossa escolha no ravelry, e cada equipa tem as suas próprias regras e objectivos que têm que cumprir enquanto melhoram as vossas capacidades de fiação. Ambas as equipas em que participei eram bastante relaxadas, e apenas tinha que fiar usando um fuso (para a equipa Spindlers) e usar lã ou fibra da Hilltop cloud (para a equipa Hilltop cloud). 

O meu principal projecto para esta tour de fleece foi um gradiente especial, preparado pela Katie da Hilltop cloud, inspirada na calçada dos pavimentos francesas (25% merino, 25% BFL, 25% corriedale, 25% bamboo). Fui partilhando o meu progresso no instagram e no ravelry dia sim – dia não:

No final da tour consegui fiar e torcer o meu gradiente cobblestones, fiar e torcer uma lã shetland na sua cor natural e começar a fiar a lã que recebi no mês de Dezembro 2014 do clube de fibra da Hedgehog fibres (é 70% merino, 25% silk, 5% sparkle). Aqui está a minha meada de cobblestones terminada, em 140g de lã obtive 450m de fio torcido em cadeia (navajo-plied):

Meanwhile I was also able to finish up the white undyed shetland skein (140g 2-ply 533m) and the Hedgehog fibres (here still unwashed, 120g, 380m):

Numa visita a uns parentes do meu namorado descobri que tinham ovelhas. Quando perguntei o que faziam com a sua lã descobri que a deitavam fora ou a queimavam :?. Como estávamos na época dos incêncios ainda não a tinham queimado e conseguimos salvar um par de vêlos e testar a lavagem da lã 🙂 🙂 🙂

A avó do T. foi tecedeira quando era nova, e também fiava, por isso foi a nossa instrutora na lavagem da lã. Fizemos tudo quase como ela nos indicou, tirando uma ou duas alterações que eu decidi fazer porque achei que seria mais eficiente a retirar a lanolina e outra sujidade:

  1. Lavamos a lã em água fervida (+ uma parte de água à temperatura ambiente para baixar um pouco a temperatura). Como não conseguíamos lavar toda a lã de uma vez, no segundo lote dissolvi umas raspas de sabão azul nesta primeira lavagem. Deixamos a lã de molho durante os ~10min sem lhe mexer muito. Descartamos a água suja e repetimos esta lavagem a quente. Retirar a água suja e deixar a lã arrefecer um pouco. 
  2. Lavar a lã abundantemente em água fria. Tínhamos um riacho perto por isso levamos a lã para lavar lá (água sem cloro é melhor para a lã). Como devem compreender, para uma lã que estava prestes a ser queimada, não tinha havido nenhum cuidado em evitar que se sujasse e por isso estava cheia de palha e de sementes. Tentamos remover a maioria do lixo enquanto estavamos a lavar a lã, mas chegando a meio do vêlo desistimos porque estava a dar demasiado trabalho.  
  3. Secar a lã numa superfície arejada. Antes de deixar a lã a secar carpeamos as mechas para retirar um pouco do lixo e permitir uma secagem mais rápida. 
  4. Depois de secar continuei a carpear a lã à mão, retirando a maioria do lixo e separando as fibras e usei uns pentes de cão para cardar as pontas e ajudar a limpar as mechas de lã. Não tenho ainda umas cardas de lã decentes mas acho que vou investir numas para fazer uns rolags decentes antes de a começar a fiar. 

E pronto é tudo o que tenho para partilhar acerca dos meus últimos trabalhos de fiação. E vocês? Têm fiado? Já tentaram salvar alguns vêlos de lã portuguesa perto de vocês?

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4 thoughts on “On tour de fleece and traditional fleece washing / Da volta ao vêlo e o lavar da lã à forma tradicional

  1. Cátia Mendes says:

    As meadas ficaram lindas!
    Aí está uma coisa que gostava muito de aprender a fazer: fiar. Mas acho-o tão intimidatório! E que faria eu depois com esse conhecimento? Não tenho ovelhas (e não tenho assim tanto tempo para me dedicar a fiar para depois tricotar o fio que produzi). Talvez um dia 🙂

    • iribeiro says:

      Tens que experimentar um dia. Eu encaro a fiação como um hobbie à parte, claro que me tira o tempo ao tricot, mas gosto de fiar pela acção mesmo. É muito meditativo e relaxante, para mim bem mais que o tricot, conseguiria fazê-lo durante horas.

  2. Joana Gama says:

    Olá Isa, achei um espetáculo conseguires ter feito todo o processo de tratamento da lã até á fiação. E que belas fotos! Quando nos vens visitar? Beijinhos

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