A bit towards a handmade wardrobe / Um pequeno passo no sentido de um guarda-roupa feito à mão

Hi guys!

Have you heard about the Curious handmade wardrobe challenge and the Slow fashion October movement? Both these are concerted efforts to create and wear more handmade items, hopefully substituting your store bought clothes, made under un-humane conditions, for a more conscious alternative. Though I do not think I’ll ever have and only wear a totally handmade wardrobe, I thought I should made a tiny effort, and hopefully get a better fitted and unique garment.

I chose to sew a Bruyére shirt from Deer and Doe patterns, this is a lovely feminine button-up shirt with details I never saw in ready-to-wear garments. It will go great with boots and leggings.

This has been such a great improvement from my usual garment making skills, and is my first button-up shirt. It has facings, pleats, rolled up hems, french seams, buttonholes and miles and miles of almost-straight and even topstitching.

Overall I’m really happy, though a project this advanced could not come without its mistakes. I managed to switch the right and left sleeves and ended up with the sleeve plackets on the fronts, as you can see in the previous picture. And I also managed to burn myself with the steam while making the rolled hem. You can see here my sewing injury next to what caused it  – the lovely rolled hem and french seams.

The entire raw edges are enclosed either by the facings or the french seams, except for the sleeve caps and one of the waist seams, which I finished with the overlock stitch on my machine. I do not like the sleeve placket construction though, it is very fiddly and I did not manage to make it neat, hopefully it will hold up to wear. Here’s a picture of the back, I think I need to consider shortening the back lenght  a bit, though It still fits me much better than most ready-to-wear shirts.

ETA: I totally forgot to talk about the fabric, it’s one of Robert Kaufman chambrays that came out last year, I got it via Etsy from Raspberry Creek Fabrics. It’s lovely, I love the polka dots,but you must be careful to not destroy any of the white threads making up the polka dots on the wrong side of the fabric when unpicking.

Olá malta!

Já ouviram falar dos movimentos Curious handmade wardrobe challenge e Slow fashion October? Ambos são esforços concertados para criarmos e usarmos mais roupas feitas à mão, de preferência substituíndo as roupas compradas, feitas em condições desumanas, por esta alternativa mais conscienciosa. Embora ache que nunca vou conseguir criar um guarda-roupa totalmente feito à mão, pensei que poderia fazer um pequeno esforço, e como consequência acabar com uma peça de vestuário original e mais adaptada ao meu corpo.

Escolhi fazer uma camisa Bruyére da companhia Deer and Doe, este modelo é uma camisa muito feminina com detalhes que nunca vi em modelos de pronto-a-vestir. Fica muito bem com leggings e botas de cano.

Esta foi a primeira camisa que fiz e as minhas capacidades de costura melhoraram tanto! Tem uma quantidade de acabamentos especiais que me ajudaram a melhorar: tem costuras francesas, forros parciais, pregas, bainha enrolada, casas de botões e quilómetros e quilómetros de prespontos. 

No geral fiquei muito contente, mas um projecto tão avançado como este não poderia terminar sem alguns percalços: consegui trocar a manga direita pela esquerda, acabando com as aberturas das mangas na frente da camisa, quando deveriam estar voltadas para trás como conseguem ver na foto anterior. Também consegui queimar-me com o vapor do ferro quando estava a fazer a bainha enrolada. Na foto seguinte podem ver a minha cicatriz de batalha junto com o que a causou – a fantástica bainha enrolada e costuras francesas. 

As margens de costura da camisa toda estão totalmente encerradas pelos forros parciais e pelas costuras francesas, excepto as costuras das cavas e uma das costuras da cinta que terminei com o ponto de chuleado da minha máquina. Do modelo apenas não gostei da forma de terminar as aberturas das mangas, é necessário ser muito minucioso para ter um bom resultado, coisa que não consegui. Esperemos que não se estrague com o uso. Deixo-vos com uma fotografia das costas da camisa, acho que preciso considerar encurtar as costas um pouquinho, mas mesmo assim acho que me serve muito melhor que algumas camisas de compra.

PS: Esqueci-me de falar no tecido, é uma cambraia feita pela marca Robert Kaufman, da colecção do ano passado. Comprei-a através do Etsy na loja Raspberry Creek Fabrics. Gostei muito de trabalhar com este tecido, adoro as bolinhas, mas é preciso ter cuidado para não destruir nenhuma das linhas brancas que fazem as bolinhas no reverso quando temos que descoser alguma coisa.

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22 thoughts on “A bit towards a handmade wardrobe / Um pequeno passo no sentido de um guarda-roupa feito à mão

    • iribeiro says:

      Eh eh! Obrigada! Mesmo com os erros fiquei muito contente 😀 Atira-te de cabeça! (se calhar numa coisa mais simples para começar 😛 )

      • iribeiro says:

        Gosto muito desse top, é mesmo muito giro, mas ainda não me aventurei com os tecidos de malha (ainda não vi nenhum tecido que gostasse). Quanto a calças se quiseres uma ideia vê as ultimate trousers da loja sew over it, foram feitas para serem curtas, mas são muito fáceis de fazer, já fiz umas, tenho que voltar a fazer um dia destes.

      • Catia says:

        Pois já marquei o padrão para uma futura compra e experiência. Com tecido vermelho. Não gosto é muito de modelos ‘skinny’, será que é fácil adaptá-lo? Obrigada pela dica!

      • iribeiro says:

        Não acho muito skinny porque não colam às pernas, o tecido não fica justo. As minhas estão aqui: https://ocasionalcrafter.wordpress.com/2014/10/20/hey-once-a-month-is-not-that-baaaddd/ O que gosto menos no modelo é que as calças são feitas para ser curtas, mas indicam onde podes aumentar ao comprimento. De qualquer forma não deve ser difícil fazê-las mais largas, acho que basta ver umas calças com uma largura que gostes na base da perna, e alargar o modelo a partir do joelho ou de onde der, até à largura que queres na bainha. Outras que um dia hei-de costurar, mas ainda não estou lá são as ginger jeans.

      • Catia says:

        Segues o Did You Make That (blogue)? Ela fez as ginger e escreveu sobre isso, talvez seja interessante. Mas é preciso muita coragem! Tenho lido maravilhas desse modelo.

      • Catia says:

        Segues o Did You Make That (blogue)? Ela fez as ginger e escreveu sobre isso, talvez seja interessante. Mas é preciso muita coragem! Tenho lido maravilhas sobre esse modelo.

      • iribeiro says:

        Ah ah segui-mos as mesmas pessoas. Gosto muito do blog dela, e sim por isso é que digo que as ginger não são para já, olha lá o trabalhão (3 máquinas!!! 😯 ) Ela também fez uns 5 pares de ultimate trousers da sew over it, estas foram as primeiras: http://didyoumakethat.com/2014/12/07/sew-over-it-ultimate-trousers-tips-for-sewing-classes/, e o que ela diz que o tecido influencia o “fit” concordo, as minhas calças estavam bem na “toile” e no tecido ficaram um pouco largas (mas eu não sei bem como apertar calças depois de cosidas – é só nos lados, é no meio?, e o namorado não ajuda muito a perceber onde apertar 😉 )

      • iribeiro says:

        Eh eh boa dica! Tenho que ir mais vezes a lojas de tecidos, cada vez que vou sinto-me tão assoberbada que nem sei bem o que comprar, nem para que projectos. Acho mais fácil planear com o computador ao lado, sabendo que metragens preciso para que projectos, mas por outro lado não consigo ver se gosto do peso e da qualidade do tecido.

    • Cátia Mendes says:

      Não te passa pela cabeça a quantidade de blogues que sigo (hm, pensando melhor, tens mesmo aspecto de seguir tantos ou mais do que eu 😀 ). Claro que vou fazendo uma triagem: quando deixam de me interessar, cancelo a subscrição (sim, porque se não têm uma coisa para me enviarem as novidades para o meu e-mail, é para esquecer). Mas mesmo assim, são umas dezenas, sobre costura, tricot, artes manuais, fios e até culinária 😛

      • iribeiro says:

        Sim sigo uns quantos (muitas vezes nem leio só passo os olhos), mais de designers e de costura. Gosto muito de usar o bloglovin para me organizar, mas quando não vou lá todos os dias às vezes encontro uns 50 posts por ler 😯 . Aí é ir saltando de post que me parece interessante em post que me parece interessante e para o resto “mark all as read”

      • iribeiro says:

        Wow está espetacular!! Tenho que experimentar isso, outro problema é mesmo orientar-me entre a oferta da loja online 😐 Para já quero ver se dou uso aos tecidos e modelos que já tenho para usar, tenho mais duas camisas a fazer, umas calças e depois tenho duas capulanas que queria usar em saias (quero usar pelo menos uma delas mas ainda não decidi qual). Que loja usaste? A tecidos.com.pt?

    • Cátia Mendes says:

      Obrigada 🙂
      Foi essa mesma. Na altura aproveitei uma promoção de envio gratuito de amostras, mas sei que regra geral recebes com as amostras um vale com o valor dos portes (€ 3,00) para descontar na encomenda. Penso que têm um limite de número de amostras que enviam (é compreensível) e demoraram foi BUÉ a chegar (já os tinha contactado e eles já iam enviar novas amostras).
      Os filtros deles (finalidade, cores, material) ajudam a percorrer o mostruário, que é monstruoso. E costumam ter fotos de pessoas vestidas com peças feitas naqueles tecidos, o que é muito útil.
      Por um lado prefiro uma loja para poder falar com alguém que sabe muito mais do que eu sobre o que quero fazer com os tecidos (embora tenha um bocadinho de vergonha, sinto-me tão ignorante!), por outro lado gosto da imensa variedade que a loja on-line oferece.

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