Happy spinnerversary to me! / Feliz fiaversário para mim!

Hi everyone!

Today I’m so happy! It has been a year since I’ve learned to spin! So I thought a looking back post was in order. I learned how to spin with Rosário  on a workshop at Tricot das Cinco a year ago today. I can’t say I left the workshop spinning a nice yarn, but I left with the feeling I needed to keep practising in order to teach my hands to spin a fine and even yarn.

In the past year I’ve spun up a total of 1.12kg of fibre which resulted in more than 4.11km of yarn 😯 . This comprises 7 large-ish spinning projects (more than 100g of fibre spun) and several mini skeins. Here’s most of it:

Some of the yarn has already been spent and could not be pictured, but most of the kilo of fibre spun up is on that picture. The funnier thing about spinning your own yarn is to try out different types of wool and fiber and feel their different properties, even if it’s all of a similar thickness. Yes, even though more than a kilometer of yarn has passed through my fingers the thickest I can spin is a sport weight (though I can spin finner if I try), but that’s not a problem for me because I prefer thinner yarns.

In this past year I was able to try out wool from nine different breeds of sheep and also silk, bamboo, sparkle (angelina?), lyocell, cotton and linen, sometimes in blends and sometimes alone, which allowed me to make my small sheep breed and fibre study:

First up, is merino: this is the most widely available wool to me in yarn form, and if you don’t wan’t to order it online, this is the only type of fibre you’ll be able to buy easily-ish here in Portugal. Though I like the finished yarns I wouldn’t recomend it as a beggining to spin fiber to anyone.

Merino is a fine and crimpy wool (the locks have a very organized wavy structure) that “grabs” a lot, making it very hard to spin when more compacted (as when it comes in a top form). I’m able to overcome this difficulty by opening up the fiber and fluffing it up A LOT and in more extreme cases, by making “fauxlags”, i.e. by separating staple lenghts from the top with a dog comb or a wool carder and making rolags. The problem with this method is that the color sequence in the fiber will be disrupted. If you are able to get your hands on carded merino, like the one sold by Rosário, this should be already more airy and easier to spin up. I’ve spun up pure merino wool (Malabrigo nube, and batches from Dona Maria) and a merino, silk and sparkle blend (here knit up into a shawl) and a merino, bfl, corriedale and bamboo blend (in my tour de fleece skein). The merino wool grabby effect was hardly felt at all in the tour de fleece fiber, but it was present in the merino, silk and sparkle. The sparkle, though it adds a cute effect to the yarn, its ends stick out from the yarn, so I’m allways plucking up sparkle ends from my yarn when knitting.

Second up is BFL, which is short for Blue-Faced Leicester. This is characterized as a long wool, which means it has a long staple length (the sheeps wool grows longer), it also is thicker than merino and the wave in each lock (the crimp) has a different pattern to merino, it is more curly and spirally, when merino is more wavy and flat. I highly recommend this kind of wool to begginer spinners, it is really easy to draft.

I’ve spun up both a pure BFL wool and in a blend (BFL, merino, corriedale and bamboo) and I loved spinning both of them. It’s really smooth, yet it has a slight fuzz in the finished yarn, maybe I should have added more spin to it. I’ve got my BFL also from Dona Maria, which was handpainted by her, I can’t wait to knit it, I’m sure it will be lovely. The blend was also really fun to spin and it’s quite smooth and shiny. I  think the shine comes from the bamboo in the blend.

Next the Corriedale: Corriedale is also considered a fine wool, but has a slightly longer staple length than merino and I find it to be a fine choice for begginers.

I’ve only spun Corriedale on blends (with silk on the yellow yarn, and BFL, merino and bamboo on the Tour de fleece skein) but on both of them I think I was able to grasp the nature of the Corriedale wool. Even though it is considered a fine wool, to me Corriedale feels thicker, it has a larger micron count than both BFL and merino (25 to 35 micron vs 24 to 28 in BFL and 12 to 25 in merino), and the fibers don’t feel grabby at all, you almost can feel them slide next to one another as you spin. Even though its fibers are thicker, the yarn does not feel coarse at all, the yellow corriedale and silk made a lovely square on my blanket, though the silk content in the fiber might have helped as well. Silk is lovely to spin when blended with wool, it makes the fiber buttery soft, and adds shine to the finished yarn. Yet spinning silk alone is quite cumbersome. I’ve only spun 100% silk from silk hankies, which are supposedly easy to spin. If you want to make a slubbish yarn, sure its easy, if you want to draft it prepare yourself for hand and thumb pain. Silk from hankies is really grabby and because it has a really long staple, it’s quite hard to pull out.

I think I’m cutting it short here, otherwise this post would be huge. I still have to talk about Shetland, Icelandic, Dorset horn, Southdown, Cheviot and if I have the time to finish a skein, Polwarth.

See ya 😉

Olá olá!

Hoje estou super feliz! Já fez um ano desde que aprendi a fiar! Por isso achei que deveria escrever um post de revisão aos meus fios. Aprendi a fiar com a Rosário  num workshop na Tricot das Cinco  há um ano atrás. Não posso dizer que saí do workshop a fiar um fio decente, mas saí com a sensação que precisava de continuar a praticar para ensinar as minhas mãos a fiar um fio fino e consistente. 

Durante este ano fiei um total de 1.12kg de fibra (lã para os leigos, embora esta não seja a definição correcta pois é usada para definir fibras fiáveis de outras origens), que resultou em mais de 4.11km de fio 😯 . Fiei 7 projectos grandes (com mais de 100g de fibra usada) e vários projectos mais pequenos, para fazer mini-meadas para a minha manta. Aqui estão a maioria dos meus fios: 

Um dos fios que fiei já foi usado e não pode ser incluído na foto, mas a maioria do quilo de fibra fiado está aqui nesta fotografia. A parte mais engraçada de fiarmos os nossos próprios fios é mesmo experimentar diferentes tipos de lã e outras fibras, e sentir as suas diferentes propriedades, mesmo que todos eles tenham uma espessura semelhante. Sim, embora mais de um quilómetro de fio tenha passado pelos meus dedos, o mais espesso que consigo fiar é mesmo um fio sport (mas consigo fiar mais fino se tentar), de qualquer forma para mim não é um problema, pois prefiro os fios mais finos.

Neste ano que passou consegui experimentar lã de nove raças de ovelha diferentes e também seda, bamboo, fibra brilhante (angelina?), lyocell, algodão e linho, algumas vezes em misturas, outras vezes sozinhos, o que me permitiu fazer o meu pequeno estudo de raças de ovelha e outras fibras:

Em primeiro lugar, o merino: este é o tipo de lã mais facilmente disponível para mim em fio, e se não quiserem encomendar online esta é a única lã para fiar que vão encontrar à venda em Portugal, de forma mais ou menos fácil. Embora goste dos fios acabados, nunca iria recomendar este tipo de lã a um iniciante na fiação.  

A lã merino é fina e ondulada (as mechas de lã saídas da ovelha tem uma estrutura ondulada muito organizada) que se “agarra” a ela própria, o que faz com que seja difícil de fiar quando está mais compactada (como é o caso quando compramos lã merino penteada e pintada à mão). Consigo superar esta dificuldade abrindo MUITO a fibra e pondo-a mais fofinha, ou em casos mais extremos, fazendo “fauxlags”, ou seja, separando a fibra pelo comprimento, puxando secções com um tamanho próximo das mechas de lã com umas cardas de lã ou uma escova para cães, e fazendo rolags. O problema de usar este método é que a sequência de cores na fibra acaba por ser desfeita. Se conseguirem comprar merino cardado em vez de penteado, tal como o vendido pela Rosário, este deve vir já bastante mais arejado e mais fácil de fiar. Eu fiei fibra 100% merino (Malabrigo nube e Dona Maria) e uma mistura de merino, seda e brilhante (aqui já tricotado num xaile), e de merino, bfl, corriedale e bamboo (na meada da tour de fleece). A sensação de “agarrar” da lã merino era imperceptível nesta última mistura, mas sentia-se bem na mistura de merino, seda e brilhante. Embora a fibra brilhante dê um ar engraçado ao fio, as pontas acabam por ficar a sair para fora do fio e estava constantemente a arrancar pontas de brilhante do meu fio enquanto o tricotava. 

A seguir, o BFL, que é um acrónimo para Blue-Faced Leicester. Esta lã está categorizada como uma “long wool” que é uma família de raças caracterizada por produzirem lãs com mechas mais compridas. As fibras também são mais grossas que o merino, e o padrão de ondas em cada mecha, o chamado “crimp” também é diferente, sendo mais espiralado, enquanto o merino é mais ondulado. Recomendo vivamente este tipo de lã aos iniciantes na fiação, é mesmo muito fácil de separar as fibras para fiar. 

Já fiei quer uma fibra 100% BFL, quer uma mistura com BFL (BFL, merino, corriedale and bamboo) e adorei fiar ambas. É mesmo suave, mas o fio tem um ligeiro ar felpudo, com alguma lanugem, talvez deveria ter adicionado mais torção enquanto fiava o fio para evitar ter este ar. Encontrei esta lã BFL também na Dona Maria, e foi pintada por ela. Quero mesmo experimentar tricotá-la, acho que vai dar um resultado maravilhoso. A mistura que fiei da Hilltop cloud também foi muito fácil de fiar, e é suave e brilhante, Acho que o brilho vem do conteúdo em bamboo da mistura.

A próxima lã que vos vou falar é a Corriedale: esta também é considerada uma lã fina como o merino, mas tem um comprimento de mecha maior, e acho que seria uma escolha muito boa para principiantes. 

Só experimentei Corriedale em misturas (com seda no fio amarelo e BFL, merino e bamboo na meada do Tour de fleece) mas em ambos acho que me consegui aperceber da natureza da lã Corriedale. Embora seja considerada uma lã fina, esta lã parece-me mais espessa, tem uma espessura dos filamentos ou fibras individuais (de cada pêlo da ovelha) ligeiramente maior que o BFL e maior que a maioria do merino (25 a 35 microns em vez de 24 a 28 no BFL e 12 a 25 no merino, mas a maioria do merino está entre 20 a 22 microns), e as fibras não parecem nada “agarrarem-se” umas às outras, quase que se sentem a deslizar umas contra as outras enquanto se separam as lãs para fiar. Mesmo tendo umas fibras mais espessas, o fio depois de fiado não parece grosseiro de todo e o fio amarelo de corriedale e seda fez um quadrado muito bonito e suave para a minha manta, o que provavelmente foi também ajudado pelo conteúdo de seda na fibra.  A seda é fantástica de fiar quando misturada com lã, ficamos com a sensação que a fibra é suave como a manteiga e os fios ficam com um brilho fantástico. No entanto já experimentei fiar 100% seda e não gostei nada. Só experimentei usar lencinhos de seda, que supostamente são fáceis de fiar. Na minha opinião, se quiserem um fio irregular é fácil, mas se quiserem um fio mais uniforme, tem que separar ligeiramente as fibras de seda o que me faz doer muito o polegar e as mãos. As fibras de seda dos lencinhos agarram-se mesmo muito umas às outras, e como o seu comprimento é mesmo muito maior que o da lã, e fica mesmo muito difícil separar as fibras até o fio ter a espessura desejada.  

Bem, vou terminar por aqui, ou este post vai ficar enorme. Ainda vou falar da minha experiência com Shetland, Islandesa, Dorset horn, Southdown, Cheviot e, se tiver o tempo de terminar uma meada, Polwarth.

Até breve 😉

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3 thoughts on “Happy spinnerversary to me! / Feliz fiaversário para mim!

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