A tiny fiber study part II/ Um pequeníssimo estudo de lãs parte II

Hi everyone!

In honor to my one year spinning anniversary I’m doing a series of blog posts on my tiny fiber study, and on the yarns I’ve spun containing the fibers I’ve already used. On sunday I left you with my impressions on merino, BFL and corriedale. Today I’ll talk about shetland, cheviot and icelandic wool.

First up the shetland:

I’ve spun up and still have a ton of shetland. I got mine from one of the greatest sources  – Jamieson and Smith. I never knit with their yarns, but I’ve already felt the yarn balls and knit garments in the shops, and they’re quite toothy, not really soft, though their fiber is really soft, it doesn’t feel like the same wool at all. Maybe it’s because of being combed, aligned fibers are probably less sticky than in wollen spun yarns like the 2-ply jumper weight they make. Also, shetland is a very old breed and it’s wool quality can be quite diverse, maybe the finer quality wool was selected to make these combed tops. I’ve spun up already two sample packs and 120g of white combed top. The first sample pack I’ve spun was spun worsted and I tried to blend in part of the colors in order to get the middle tones to make a sheep heid hat. The other sample pack and the white combed top was spun in what I think is close to a woolen spun on a drop spindle: I moved my fingers a bit back towards the fiber supply and pinched the yarn already spun while pulling the fiber backwards to draft it out, without smoothing the fibers. This way the twist entered the fiber suply a bit and I think the yarn does look a bit more airy though thicker than what was spun worsted. This second sample kit and white shetland will become a naturally colored half hansel. I’m hoping the colored yarn is enough for the border, we’ll see otherwise I’ll need to get more colored fiber and spin some more.

Next up my cheviot:

Cheviot sheep are a hardy scottish breed that is thought to descend from the ancestors of spanish merino sheep, sunk near the English coast. They produce only white chalky wool that it’s quite difficult to felt, so I thought it would be perfect for socks. I spun up this 3-ply worsted yarn last month, during the Ewe University 2015 year of the sheep challenge to try out a new sheep breed each month, September was the month of the Cheviot. I really liked it, it’s easy to draft and spin lightly and it was quite easy to dye too, but this was my first dye experiment and I think the dye did not penetrate the wool as much as I’d like.

And finally the icelandic wool:

I only spun a tiny amount of icelandic and silk rolags, and it felt quite rough. Icelandic sheep, like some of the shetland sheep are double coated, they have a finer, shorter and bulkier undercoat covered by thicker and longer fibers. Some of the more soft icelandic yarns are made of the isolated undercoat, but both the Istex yarn I’ve already tried, and these rolags had overcoat mixed with the undercoat, which added roughness to the finished yarn. I was gifted these rolags with an order from Fondant Fibre, they were quite fun to spin but I wouldn’t use this yarn everywhere – outer garments and not close to the skin only.

And I’ll leave you here, I’ll finish this breed study in a few days with my experiments with Dorset Horn, Southdown and Polwarth wool.

See you then ;D

Olá novamente!!!

Para festejar o meu fianiversário (um ano desde que aprendi a fiar) tenho estado a fazer uma pequena série de blog posts com o meu pequeno estudo de lãs e fibras que tenho usado para fiar os meus fios. No domingo passado deixei-vos a minha opinião sobre a lã merino, BFL e corriedale. Hoje vou falar-vos da lã shetland, cheviot e islandesa.

Em primeiro lugar, a shetland:

Já fiei e mesmo assim ainda tenho uma quantidade enorme de lã shetland, que comprei numa fonte excelente, a famosa marca Jamieson and Smith. Nunca tricotei nenhum dos fios deles, mas já senti os novelos e peças tricotadas com o fio mais popular deles (2-ply jumper weight) e não posso dizer que seja macia, parece bastante rústica e talvez não seja muito boa para usar junto da pele, mas esta lã para fiar que eles vendem nem parece vir das mesmas ovelhas, é super suave. Não sei o que causará esta diferença, talvez seja o facto de a lã para fiar que eles vendem ser penteada, o que significa que as fibras da lã estão alinhadas paralelamente umas às outras, enquanto que no fio que eles vendem provavelmente usaram lã cardada, em que as fibras estão desalinhadas e talvez por isso fiquem com as pontas individuais de algumas fibras a sair para o exterior. A raça de ovelhas shetland é bastante primitiva, não foi feito um esforço para obter lã com determinadas características, e por isso é muito diversa quer em cor quer em espessura das fibras e qualidade e talvez os vêlos de melhor qualidade tenham sido escolhidos para fazer esta lã para fiar. Fiei dois conjuntos de amostras de cores e 120g de lã penteada branca, o primeiro conjunto de amostras de cores foi fiado no estilo “worsted”, no qual o fio é alisado à medida que é fiado, e não se permite que a torção entre na zona da lã que ainda não está fiada. Fiei parte das cinco cores que vinham nos conjuntos e as restantes foram misturadas para tentar obter as tonalidades de cor intermédias para fazer um gorro sheep heid. O segundo conjunto de amostras de cor e a lã penteada foram fiados usando o que eu acho ser o mais próximo a uma técnica “wollen” num fuso de suspensão: segurei a lã mais atrás, no meio da fonte de lã para fiar, e enquanto apertava o fio já fiado com os dedos puxava a fonte da lã para trás para definir a espessura do fio, sem alisar o fio. Desta forma alguma torção entra na fonte de lã e acho que o fio realmente parece um pouco mais arejado, mesmo que seja um pouco mais espesso e tenha obtido menos metragem que o fio “worsted”. Este segundo conjunto de amostras e fio branco natural vai ser tricotado num xaile half hansel de cor natural. Espero que o fio colorido seja o suficiente para as secções coloridas do xaile, senão vou ter que encomendar mais fibra colorida e fiar mais algum fio shetland.

De seguida, a lã cheviot:

A raça Cheviot vem da Escócia e as ovelhas são bastante robustas e resistentes, pensa-se que estas ovelhas são descendentes dos ancestrais de ovelhas merino espanholas, que viriam num barco que afundou ao largo da costa da Inglaterra. Produzem apenas lã de cor branca com um aspecto opaco e sem brilho, mas que é bastante difícil de feltrar e por isso achei que seria perfeita para fazer meias. Por isso fiei um fio 3-ply durante o mês de Setembro passaso, o que me permitiu participar no desafio do podcast sheep Ewe University, 2015: o ano da ovelha. O desafio consiste em experimentar lã de uma nova raça de ovelha em cada mês do ano, e Setembro foi o mês da Cheviot. Gostei muito de trabalhar com esta raça, é bastante fácil de separar e fiar levemente, e foi bastante fácil de tingir também. Esta foi a minha experiência a tingir lãs e embora tenha gostado do resultado antes de fiado, acho que a lã não penetrou tanto na lã como eu queria, e notou-se ao fiar pois as cores ficaram muito ténues.

E por fim a lã da raça de ovelha islandesa:

 

Só fiei uma pequena quantidade de rolags com uma mistura de lã islandesa e seda, e pareceu-me bastante áspera. As ovelhas da raça islandesa, tal como algumas ovelhas da raça shetland tem um vêlo duplo, tem uma camada espessa de fibras mais curtas e finas que são cobertas por fibras mais longas e grossas. Os fios de lã islandesa de maior qualidade são fiados a partir do vêlo interior isolado, mas quer o fio Istex que já experimentei, quer estes rolags tinham uma mistura de fibras das duas camadas do vêlo, o que faz com que o fio fique mais rústico e áspero. Estes rolags foram-me oferecidos com outra encomenda da Fondant Fibre, e embora tenha sido bastante engraçado fiá-los, não usaria o fio de lã islandesa em qualquer projecto, de preferência em peças exteriores, longe do contacto com a pele.

E por hoje termino aqui, irei terminar este estudo dentro de alguns dias com a minha experiência com a lã das raças Dorset Horn, Southdown e Polwarth.

Até então ;D

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4 thoughts on “A tiny fiber study part II/ Um pequeníssimo estudo de lãs parte II

  1. Cátia Mendes says:

    Pergunta: já experimentaste a Alfeire, o novo fio da Rosa Pomar? Estive outro dia na loja a experimentar as botas (e ainda não foi desta que as trouxe, as 38 são grandes, as 37 pequenas, vão encomendar um 37,5) e vi-a, toquei-lhe e cheirei-a. É linda. E tão macia! Agora ando à procura de um projecto que leve até 3 novelos (é cara), algo no género de um colete.

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