Um casaco que é uma viagem / A journey in a sweater

Olá olá!!!

Vim mostrar-vos o meu novo casaco, estou orgulhosíssima, adoro tudo tudo! Foi a primeira peça de roupa que fiz em fio fiado por mim e por isso é ainda mais especial. Foi uma verdadeira viagem de aprendizagem.

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Comprei a lã para o casaco, lã penteada de ovelhas da raça Romney, vindas direitinhas da zona Romney Marsh através da loja Sara’s Texture Crafts no ano passado. A compra foi completamente inspirada por uma entrevista à marca Romney Marsh Wools que ouvi no podcast Knit British, fiquei com vontade de experimentar a lã desta raça fantástica e assim que vi este top à venda na loja da Sara não consegui resistir. 

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Comprei meio quilo, pensando já em fiar para uma camisola. Na altura ainda não tinha a minha roda e por isso as primeiras 3 meadas foram fiadas num dos meus fusos, fiz um fio no estilo woolen com 3 cabos. Depois de comprar a minha roda terminei o projecto, tendo por referência o fio que tinha fiado nos fusos, para que não ficasse muito diferente. Acho que não me saí muito mal, o WPI foi praticamente o mesmo e a metragem por kg embora variasse entre as várias meadas, os fios feitos no fuso não faziam um grupo aparte dos fiados na roda. Já vos tinha mostrado este projecto aqui

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De qualquer forma, para garantir que todas as diferenças entre meadas ficavam bem diluídas tricotei o casaco alternando meadas (1ª e 2ª com a 3ª, 4ª com a 6ª e 5ª com a 7ª). Não poderia ter ficado mais satisfeita com o meu casaco, é leve e quente. Tinha algum medo que os painéis rendados se perdessem no meio do fio mais “peludo” característico de fios fiados no estilo woolen, mas acho que saíram muito bem e que estão lindos assim mesmo. 

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O modelo é o casaco Acer da Amy Christoffers, e como é habitual fiz tanta modificação que já nem me lembro de todas elas – acabo sempre por usar os modelos de tricot mais como um mapa do que eu quero que como instruções e mudo a matemática toda para se ajustarem bem a mim. A mudança da modelagem na cinta e nas cavas por norma é o mínimo, mas neste mudei também a altura do decote, comecei 5cm mais cedo, e acrescentei 2.5 cm de modelagem na parte de trás do pescoço (não tinha modelagem nenhuma).  Os detalhes estão todos na minha página de projecto.

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Como estava a usar fio que foi fiado por mim e era de todo impossível fazer mais fio, até porque a lã já não estava mais à venda, decidi mudar a forma como as mangas são tricotadas e tricotei-as a partir do topo da cava. No final consegui fazer a manga comprida e sobraram-me duas pequenas bolitas de 6g cada. Para tal segui as instruções do livro Top-down set in sleeve design para levantar as malhas ao longo da cava e construir o topo da manga.

Claro que um projecto tão magnífico teve que entrar em todos os tricota-junto e fia-junto possíveis, com esta maravilha participei no Ano do Carneiro/Ovelha do podcast Ewe University durante o mês dedicado à Romney em Dezembro de 2015, entrei no Shackleton CAL do podcast Fiber Trek  e no Zero to Hero KAL do podcast Wool n’ Spinning.  Fiquei tão contente com o meu casaco que agora só quero fiar para camisolas e casacos! Sonho com uma adaptação a casaco da camisola Carpino, num casaco Aidez cor de aveia e talvez uma camisola  On the beach com gradiente de cor. Fiar só tranças de 100g já está fora 😉

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Hi guys!!!

I’ve finally finished my first sweater out of my own handspun!!! This is definitively a huge feat for me and the entire project is a true journey of learning and acquiring skills.

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I got the wool, a lovely Romney Marsh top from Sara’s Texture Crafts last year, inspired by an interview to Romney Marsh Wools I heard on the Knit British podcast. It left me inspired to try out the wool from this awesome breed.

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I got half a kilo, thinking of spinning for a sweater for the first time. At that time I hadn’t got my wheel yet, so in November I started spinning a woolen 3-ply on my spindles. Meanwhile, after getting my wheel, I tried to match my wheel spun yarn to my spindle spun and I think I wasn’t too bad, my WPI was the same across all skeins, and the grist, even though it was a bit varied, wasn’t dividing into the group of wheel spun and spindle spun. I’d already shown you these here.

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Either way, in order to dilute my differences between skeins to the maximum, I knit the entire cardigan alternating skeins (1st and 2nd with 3rd, 4th with 6th and so on…). I could not be happier with my results. The cardigan is warm and light. I was afraid that he lace panels would get lost with the fuzziness of the woolen spun yarn, but I think they look gorgeous.

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The pattern is the Acer cardigan by Amy Christoffers, as usual I made so many mods I can’t really remember them all – I use patterns more as blue prints rather than instructions and always adapt them to better fit me. Usually this involves changing both the waist shaping and armscye shaping, yet stylistically I only made it a tad longer, started the front neckline 5cm earlier and added an inch of neckline shaping at the back (it didn’t have any). More details on my project page.

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Because I was using my handspun, and it was impossible for me to get any more yarn, I decided to knit the sleeves top down and knit them for as long as possible, in the end I was able to make the full length sleeves with two tiny 6g balls of yarn to spare. For this I followed the instructions from Top-down set in sleeve design to pick up stitches and knit the upper arm. Of course such a magnificent project got entered into all the SALs and KALs, with this project I was able to take part in Ewe University Year of the Sheep Romney month in December 2015, in Fiber Trek Shackleton CAL and in Wool n’ Spinning Zero to Hero KAL.

I’m so in love with my new cardigan that now I want to spin for ALL THE SWEATERS!!! I’m now dreaming of an handspun adapted Carpino to a cardigan, an oatmeal Aidez and maybe a gradient On the beach. Spinnning 100g braids is so out now 😉

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4 thoughts on “Um casaco que é uma viagem / A journey in a sweater

  1. Rebecca says:

    Wow cool bilingual blog! 🙂 And the sweater is incredible. That is quite a feat. I feel you on knitting the sleeves top down just in case… I am doing that all the time these days…

    • iribeiro says:

      Thank you Rebecca!! Yeah top-down sleeves are now my go to method for any set-in sleeve design, and Elizabeth Doherty’s method really gives a good fit.

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